Bosco Costa quer ser Federal de novo com o apoio de Maria Mendonça

enviada por | data: 10.11.2009 | categoria:

Nas listas que circulam pelos bastidores da política, apontando os 12 ou 13 nomes com chances reais de estarem entre os oito deputados federais eleitos por Sergipe em 2010 geralmente não aprece o de Bosco Costa. Ele é do PDT, tem 59 anos e é ex-deputado federal de um mandato – 2003 a 2006 –, ex-estadual de dois (1994 a 2002) e ex-prefeito de Moita Bonita (1988 a 1992). Mas Bosco não se inibe com isso, e voltar à Câmara oito anos depois é o seu projeto para o ano que vem.

“Não me incomodo com as listas. Quero disputar de igual para igual com qualquer um deles. Sei que têm nomes que não se pode desprezar, como Rogério Carvalho, André Moura, Albano Franco”, diz Bosco. “Mas tenho um trunfo que muitos deles não têm: conheço o Estado inteiro. Sei que não tenho o apoio de um número alto de prefeitos. E até sei que teria mais facilidade de me eleger deputado estadual, mas entendo que posso contribuir mais com o Estado sendo deputado federal”, completa.


Na soma geral, Bosco Costa diz ter o apoio de ‘uns cinco ou seis prefeitos’. Mas nesta arte de ‘conhecer o Estado inteiro’ ele indica que tem feito muitos contatos bons e proveitosos. “Tenho ido buscar pessoas que já foram prefeitos. Mas a cada município que vou busco o apoio de lideranças, desde aquelas com inserção maior até as de menor densidade. Não estou restrito a uma região”, diz.


maria2_300Mas o agreste é a sua base principal. Como ex-prefeito e pai da atual prefeita Graziella Costa, Bosco já viu sua família garfar seis mandatos em Moita Bonita: o pai, Josias Costa, obteve dois; ele mesmo, um; a irmã Leda Costa e o irmão Marcos Costa, mais dois – um de cada. Bosco acha que vai fazer uma grande dobradinha com a ex-prefeita de Itabaiana, Maria Mendonça, e que poderá sair daquela região com uma soma razoável de votos que dê sustança ao seu projeto de Planalto Central.


Com seu jeito meio mineiro de fazer política, Bosco Costa se impõe como um líder regional e costuma surpreender. Em 1994, um quase desconhecido, foi o sexto deputado estadual mais votado de Sergipe e o segundo da bancada do PPR. Quatro anos depois, foi o segundo geral – perdendo apenas para Marcos Franco, o sobrinho do governador de então, Albano Franco, e filho de um dos homens de respeitável poder econômico e político do Estado, o empresário Antônio Carlos Franco.


Usando sua habilidade, se fez presidente do Poder Legislativo e Albano quase lhe arma uma ‘cocó’, ao lançá-lo candidato a governador em 2002, sem nenhuma estrutura prévia. Ele foi salvo por uma desistência que deu lugar a Francisco Rollemberg. Aí se candidatou à Câmara Federal e obteve, até então, a terceira maior votação nominal de deputado federal da história de Sergipe, com 72 mil votos – ultrapassado somente por Augusto Franco, com 101 mil votos em 1982, e Marcelo Déda, com 82 mil em 1998.


Hoje Bosco está secretário de Estado da Articulação Política e Relações Institucionais. Acha que a função lhe ajuda pouco – “é uma Secretaria sem orçamento, em desvantagem frente a uma que executa”, admite – mas que lhe concede condições de estar ‘em meio às conversas’. Pra fazer o caminho de volta a Brasília, ele aposta em outras perspectivas. “Acho que fiz um bom mandato de deputado, tive um bom papel em Brasília, não cometi nenhum deslize, hoje conheço mais do que ontem o meu Estado e tenho apoio do meu partido, o PDT, e do deputado Ulices Andrade. Estou num bom grupo político. Não tenho rios de dinheiro, e às vezes nem é preciso. Geralmente tem gente que tem e não tem onde e nem como gastar”. É esperar pra ver se abre espaço na lista da qual ele não consta.


 





Fonte: Por Jozailto Lima - Jornal Cinform


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