A Orquestra Filarmônica de Nova York, uma das instituições culturais mais importantes dos Estados Unidos, realizou nesta terça-feira um concerto histórico em Pyongyang, capital da Coréia do Norte.
O concerto começou com o hino nacional dos dois países e foi transmitido ao vivo pela televisão estatal da Coréia do Norte – condições impostas pela Orquestra ao aceitar o convite do governo coreano.
Segundo o correspondente da BBC John Sudworth, que está viajando com os músicos, o concerto marca a maior presença de americanos no país comunista desde a Guerra da Coréia, há mais de meio século. Além disso, trata-se da principal troca cultural já realizada entre os dois países.
O governo americano permitiu a viagem da delegação de 300 pessoas para a Coréia do Norte por um período de 48 horas, apesar do impasse sobre o programa nuclear do país.
Condoleezza
O concerto foi realizado no mesmo dia de uma visita da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, à China, onde discute o impasse sobre o programa nuclear da Coréia do Norte.
Rice afirmou que, apesar da iniciativa, a visita da Orquestra provavelmente não irá trazer nenhuma mudança dramática no cenário do país.
"Não acredito que devemos nos animar com o que Dvorak pode fazer com a Coréia do Norte", disse ela, em uma referência a um dos compositores interpretados no concerto – o tcheco Antonin Dvorak.
Música
Segundo o maestro Lorin Maazel, que conduziu o concerto, "a música" é o elemento mais importante da visita.
"Se existe algum valor além da música agregado a este evento – o que seria positivo – então melhor ainda. Mas estamos preocupados apenas em fazer música e interagir com os músicos coreanos", afirmou.
O concerto foi criticado por alguns analistas políticos, que argumentam que a visita da Filarmônica dá um ar de respeito não merecido ao regime brutal do líder Kim Jong-il.
Um tablóide de Nova York chegou a chamar a viagem de uma "desgraça" e afirmou que que o concerto deu ao líder norte-coreano um "golpe de propaganda".
Imagem fonte:Veja.com
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