
Sergipe é o estado que mais investe em saúde no Brasil
Os investimentos do Governo de Sergipe para reestruturar o Sistema Único de Saúde (SUS) estão proporcionando uma revolução jamais testemunhada em nenhum outro estado da federação. Com recursos na ordem de R$ 300 milhões, para serem aplicados em quatro anos, Sergipe é hoje o Estado que mais investe, proporcionalmente, em saúde no país. Minas Gerais, que lidera o ranking com um investimento de R$ 400 milhões, supera Sergipe em números absolutos, porém, possui uma extensão territorial que chega a ter quase o quíntuplo do tamanho e uma cobertura populacional quase dez vezes maior.
Em quatro anos de gestão, o Governo de Sergipe terá aplicado o mesmo que foi investido nos últimos 40 anos na saúde pública. Ao todo, estão sendo implantadas 102 Clínicas de Saúde da Família (CSF) e construídos dois hospitais regionais, além da reforma, ampliação e adequação de outros 15, seis novos centros de especialidades médicas, oito Centros de Especialidades Odontológicas (Ceo’s), quatro farmácias populares, 36 bases descentralizadas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe) e mais a construção do Instituto Hospital do Câncer de Sergipe.
Atenção primária
Ao assumir a gestão, em janeiro de 2007, uma das primeiras ações da Secretaria de Estado da Saúde (SES) foi realizar um minucioso diagnóstico da situação assistencial no estado em cada uma das redes: atenção básica, especializada, hospitalar, psicossocial e urgência e emergência. A conclusão a que chegou o grupo composto de 50 técnicos da SES, que realizou visitas in loco, foi preocupante.
“Os postos e centros de saúde construídos antes de 1988, dos quais se insere a grande maioria dos que existem em Sergipe, tinham ali um conceito muito perverso, que é o conceito de indigência, pessoas que estavam ali para prestar um favor”, explica o secretário de Estado da Saúde, Rogério Carvalho. De acordo com Rogério, até 1988, a Saúde não era tratada como um direito do cidadão, mas como uma concessão, um benefício decorrente da bondade dos governos e da benevolência das associações filantrópicas.
Mesmo ciente de que este nível de atenção é de única responsabilidade dos municípios, que têm 15% do seu orçamento para investir exclusivamente em atenção primária, o Governo deu início a um ousado projeto de reestruturação de toda rede básica, por meio de um programa de substituição da capacidade instalada, proporcionando a derrubada dos antigos postos de saúde para construção de clínicas modernas, acolhedoras, que contam com um padrão de ambiência e com um grande potencial de resolução.
“Constatamos, de imediato, que precisávamos articular uma rede de serviços que incorporasse o conceito de cidadania, que incorporasse o dever do estado de atender com decência e com igualdade o cidadão em qualquer lugar do território. A partir daí, criamos um padrão de logística e passamos a oferecer nessas clínicas o que há de mais moderno em termos de tecnologia para atenção primária. É uma ousadia que só em Sergipe a gente está vendo, com o padrão e qualidade que estamos entregando”, reforça Carvalho.
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