Um com tanto e outros com tão pouco

enviada por | data: 29.03.2010 | categoria:

Bloco mostra unidade (Por Rita Oliveira)





O palanque do governador Marcelo Déda (PT) ontem no “Sergipe de Todos”, em Aquidabã, reuniu, pela primeira vez este ano, todas as lideranças do bloco aliado. Estavam ao lado do governador, o vice Belivaldo Chagas (PSB); os três pré-candidatos ao Senado – o senador Valadares (PSB) e os deputados federais Jackson Barreto (PMDB) e Eduardo Amorim (PSC); o presidente da Assembleia, Ulices Andrade (PDT); o deputado federal Valadares Filho (PSB); o ex-deputado federal Heleno Silva (PRB); o pastor e deputado estadual Antônio dos Santos, entre outras lideranças e prefeitos da região.

Das lideranças locais, estavam no palanque de Marcelo Déda, o prefeito Marcos da Acauã (PR), a ex-candidata a prefeita pelo PT, Cristina Feitosa, com o marido João Feitosa. Além do ex-prefeito Euriquinho.

A grande novidade foi a presença do presidente do PR e líder do bloco com oito deputados estaduais, o empresário Edvan Amorim. Edvan não costuma estar presente em atos do governo pelo interior do Estado, ao contrário do seu irmão Eduardo Amorim, que sempre marcou presença.

O fato de os irmãos Amorim estarem no palanque do governador em Aquidabã, assim como Belivaldo, Valadares, Jackson e Heleno, foi uma demonstração de que os problemas foram superados e que todos devem permanecer juntos nas eleições deste ano. Mesmo sem uma definição da chapa majoritária, pelo menos oficialmente.

Como é do conhecimento de todos, entre os problemas pelas bandas do governo, a insatisfação do PSB com a possibilidade de perder a vaga de vice para resolver o problema do Senado e as críticas da deputada estadual Ana Lúcia (PT) em relação ao grupo dos irmãos Amorim.

Diante desses obstáculos, o ex-governador João Alves Filho (DEM) apostava em um rompimento político do grupo de Valadares ou dos irmãos Amorim e até mesmo dos dois grupos. O próprio João Alves e o deputado federal José Carlos Machado (DEM) caíram em campo para propor aliança e composição na chapa majoritária tanto com o senador quanto os Amorim.

Assim, essa unidade do bloco da base aliada do governo, depois de alguns atritos, deve estar preocupando o ex-governador João Alves Filho (DEM) e seus poucos seguidores. Isso porque faz com que ele permaneça no isolamento político e com dificuldade de formação da chapa majoritária, pois até o PSDB, que deve ser seu aliado natural, ainda não oficializou a aliança.

O líder dos tucanos, o deputado federal Albano Franco, tem dito que hoje tem 40% de possibilidade de disputar o Senado, 30% de ir para a reeleição e 30% de não disputar mandato nenhum. É público e notório que se o PSDB se aliar ao DEM será por pressão da cúpula nacional tucana, em razão do apoio dos democratas à pré-candidatura de José Serra ao Planalto. A vontade mesmo dos tucanos em Sergipe é estar no bloco aliado de Marcelo Déda. Com isso, se for consolidada a aliança, será como um casamento à força e sem amor.

Diante deste quadro político, pode-se dizer que as coisas não estão saindo como João Alves esperava e que ele deve continuar a ver navios ...






Fonte: Por Rita Oliveira - jornal do dia


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