Crime passional na política sergipana

enviada por | data: 23.05.2010 | categoria:

Tanto Albano Franco como João Alves Filho sabem que o clima gerado nos últimos meses sepultou qualquer tipo de confiança mútua ou de mão dupla eleitoral


 
 
Atenção SSP e a Justiça Eleitoral! Ainda dá tempo de evitar um crime passional que acontecerá na política de Sergipe nas eleições deste ano. Trata-se do “casamento” forçado entre Albano Franco e João Alves Filho.



 


 No conceito popular o crime passional é aquele cometido por paixão. E a paixão de Albano Franco pelo grupo comandado por Marcelo Déda é maior do que os dotes que terá que conceder a João Alves Filho. O casamento forçado resultará em traições e num crime passional e eleitoral, por conta da “paixão” avassaladora do tucano por Marcelo Déda. Isto é fato. 


Mesmo que o grupo de Marcelo Déda tenha dois candidatos definidos, que devem ser o senador Valadares e o deputado federal Eduardo Amorim, o tucano Albano Franco tentará de todas as maneiras se inserir entre os governistas, principalmente no interior do Estado. E se as pesquisas continuarem dando Dilma na frente de Serra, aí sim, as traições serão maiores. 


Por outro lado, no grupo comandado pelo ex-governador João Alves, boa parte não aceitará de bom grado a candidatura de Albano Franco, principalmente porque vários tucanos não entrarão na campanha eleitoral, como Fabiano Oliveira, que foi vice de João Alves em 2006 e optou por sair da vida pública e ajudar na administração dos negócios da família. Se Déda conseguir colocar uma boa margem de percentual nas pesquisas eleitorais muitos do DEM não votarão em Albano. 


Com isso os dois, Albano e João Alves, no decorrer da campanha se sentirão traídos com a certeza que o “amor” firmado nas convenções partidárias não vem sendo correspondido eleitoralmente. Sem valorização e com a paixão de Albano por outro grupo e a rejeição de alguns alvistas ao tucano, os ciúmes serão grandes nos dois lados. Resta saber se alguém conseguirá evitar este crime passional na política de Sergipe.


Tanto Albano Franco como João Alves Filho sabem que o clima gerado nos últimos meses sepultou qualquer tipo de confiança mútua ou de mão dupla eleitoral. É aquele casamento arranjado, que ainda na lua de mel, cada um vai dormir em quartos separados. E seja o que Deus (neste caso o eleitor) desejar.





Fonte: Cláudio Nunes


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