
Uma pesquisa realizada pela Vigilância de Fatores de Risco e Proporção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) e divulgada nesta segunda-feira, 21 de junho, avaliou a situação dos fumantes ativo e passivo no Brasil.
A pesquisa mostra que 13,3% dos brasileiros moram com pelo menos uma pessoa que costuma fumar dentro de casa. Além disso, 12,8% das pessoas que não fumam convivem com ao menos um colega que fuma no local de trabalho.
Os jovens entre 18 e 24 anos são as principais vítimas do fumo passivo dentro de casa e correspondem a 19% dessa população. Já os adultos na faixa etária dos 25 aos 34 anos (15,8%) e dos 35 aos 44 anos (15,7%) são os que mais convivem com fumantes no trabalho.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer, pelo menos 2,6 mil não fumantes morrem no Brasil por ano devido a doenças provocadas pelo tabagismo passivo. Pessoas que não fumam, mas enfrentam essas condições, têm 30% de chances a mais de desenvolver câncer de pulmão e 24% a mais de sofrer infarto e doenças cardiovasculares.
Menos fumantes
De acordo com o levantamento, 19% dos homens e 12,5% das mulheres fumam no Brasil. Apesar disso, a quantidade de fumantes no país diminuiu. O número de fumantes pulou de 16,2% para 15,5% entre 2006 e 2009, revelou a pesquisa feita em parceria com o Núcleo de Pesquisa e Nutrição em Saúde da Universidade de São Paulo.
A maior queda no uso do cigarro no país ocorreu entre as pessoas na faixa de 35 a 44 anos. Em 2006, 19% da população nessa faixa etária era de dependentes do tabaco. Em 2009, a proporção de fumantes baixou para 15,1%. Segundo dados divulgados pela pesquisa, o índice é bem menor que o registrado na Argentina e nos Estados Unidos, de 35% e de 40% da população, respectivamente.
De acordo com o Ministério da Saúde o tabagismo está em queda há mais de duas décadas no Brasil. Em 1989, 33% da população fumavam, diz a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"O Brasil é um dos países com maior êxito na campanha de combate ao tabagismo. Foi uma queda muito expressiva no número de fumantes em um tempo muito curto¿, enfatiza a coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta.
Para o ministério, ações como a proibição de publicidade do tabaco, o aumento de impostos sobre o produto e a inclusão de advertências mais explícitas sobre os efeitos danosos do fumo nos maços de cigarros, contribuíram para essa redução.
Deborah lembra que o Ministério da Saúde defende o projeto de lei que proíbe fumar em ambientes coletivos e acaba com os fumódromos. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, em março deste ano, e está agora na Comissão de Assuntos Sociais da Casa em caráter terminativo.
"Precisamos de ambientes livres do tabaco para preservar o bem-estar das pessoas. O ministério apoia esse projeto e todas as iniciativas estaduais de restringir o fumo em recintos públicos", afirma Deborah. Brasileiros estão acima do peso e exageram na bebida
A pesquisa ainda revelou que o número de obesos no país está crescendo. Segundo os dados, de 2006 a 2009 a proporção de pessoas acima do peso subiu de 42,7% para 46,6% e o percentual de obesos cresceu de 11,4% para 13,9% no mesmo período. A prevalência de sobrepeso é maior entre os homens: 51% contra 42,3% nas mulheres.
A pesquisa afirma que a ocorrência do problema está relacionada a fatores genéticos, mas que existe uma influência significativa do sedentarismo e de padrões alimentares inadequados no decorrer da vida.campanha eleitoral é farsa, figura de candidato é fabricada Para Deborah, o expressivo crescimento no número de pessoas com sobrepeso e obesas, em um curto período, é uma tendência mundial. "O Brasil não está isolado nessas estimativas. É mais um reflexo da queda no consumo de alimentos saudáveis e a substituição deles por produtos industrializados e refeições pré-prontas", comenta.campanha eleitoral é farsa, figura de candidato é fabricada De acordo com a Vigitel 2009, 24,4% da população brasileira foi diagnosticada com hipertensão arterial e 5,8% afirma sofrer de diabetes. O consumo excessivo de sal e gordura é apontado como fator de risco para a pressão alta, enquanto a incidência de diabetes pode estar relacionada à ingestão de grande quantidade de açúcar, massas e alimentos calóricos.campanha eleitoral é farsa, figura de candidato é fabricada Outro fator que deve contribuir com os índices é o exagero na bebida. Ainda segundo a pesquisa, a proporção de pessoas que declaram consumo abusivo de álcool cresceu de 16,2% da população, em 2006, para 18,9%, em 2009. O Ministério da Saúde considera excesso de bebida alcoólica cinco ou mais doses na mesma ocasião em um mês, no caso dos homens, ou quatro ou mais doses, no caso das mulheres.campanha eleitoral é farsa, figura de candidato é fabricada "Esse nível de consumo de bebida é bastante elevado e preocupante, pois é fator de risco para acidentes de trânsito, violência e doenças. Mas nem sempre isso é lembrado porque o álcool está presente na cultura brasileira, associado ao lazer e à celebração", interpreta a coordenadora.
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