
Uma investigação de um ano e meio da Polícia Federal, requisitada e acompanhada pelo Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE), resultou na manhã desta quarta-feira, 4 de maio, na prisão de uma quadrilha que fraudava leilões judiciais e de empresários que se utilizavam dos seus serviços. Foram presas dezesseis pessoas e realizadas buscas em suas residências.
A quadrilha atuava em leilões organizados pela Justiça Federal, pela Justiça do Trabalho e por outros órgãos públicos e limitava de diversas formas a participação de outras pessoas, com o objetivo de arrecadar os bens penhorados por valores irrisórios. Alguns empresários utilizavam-se frequentemente dos serviços da quadrilha, a cujos membros pagavam comissões ilegais. Há também indícios de envolvimento de leiloeiros judiciais.
A investigação iniciou-se em outubro de 2009, mediante requisição de inquérito policial efetuada pelo MPF/SE. A Polícia Federal em Sergipe, com autorização do juízo da 3ª Vara Federal, realizou desde então interceptações telefônicas e acompanhou a realização de diversos leilões. O procurador da República Paulo Gustavo Guedes Fontes, que acompanhou as investigações, elogiou o trabalho realizado pela Polícia Federal e declarou que as medidas adotadas terão impacto extremamente benéfico no funcionamento dos órgãos da Justiça em Sergipe, permitindo que os leilões aconteçam com lisura e que os bens sejam arrematados por preços mais significativos.
As prisões foram determinadas pelo juiz federal da 3ª Vara Federal Edmilson da Silva Pimenta em decisão datada de 20 de abril. Policiais federais de outros Estados estão em Aracaju participando da Operação.
Um leilão da Justiça Federal, organizado pela 4ª Vara, está previsto para amanhã.
A seguir os nome dos presos:
José Paixão
Laércio Melo
Dennis Nunes
Jorge Dantas
Eric Anísio
Paulo Afonso
Geraldo da Zelar
Edduardo Henrique
Cláudio Luiz
Angelo Ernesto
Hedroaldo de Carvalho
Geovani Souza
Álvaro José Nunes
Tiago Prado
Ezequiel Oliveira
Prisões – Ao todo, foram decretadas 11 prisões preventivas e cinco temporárias e o processo criminal ainda não foi iniciado. Somente com o ajuizamento da ação penal, que deve acontecer ainda no mês de maio e com o exercício de defesa pelos presos, é que a Justiça Federal se pronunciará de forma definitiva sobre sua culpa.
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