Ex-estagiários e trainees relatam jornada e dão dicas para ganhar vaga

enviada por Joel Sax | data: 06.09.2011 | categoria: Concursos


Roseane Aguirra


Do G1, em São Paulo






Trabalhar em uma empresa reconhecida no mercado é o desejo de muitos universitários e recém-formados. Atualmente, pelo menos 53 companhias oferecem vagas em programas de trainees e estágios , mas nem todos os que passam por eles garantem a contratação. "Existem três pilares que eu costumo falar que são superimportantes: performance, imagem e exposição", afirma Thiago Couto, ex-estagiário e contratado em janeiro na Procter & Gamble.



Ele é um dos cinco jovens profissionais que conseguiram transformar o período de aprendizado em emprego. Em vídeo, eles dão dicas e relatam o dia a dia em grandes empresas: P&G, Vale, Mercedes-Benz, Boticário e Itautec.




Sofia Esteves, consultora em carreiras da Companhia de Talentos e DM Recursos Humanos, explica que a seleção para um trainee é mais exigente que a de um estagiário. “Todo trainee já é um funcionário registrado, ele é contratado para se desenvolver na empresa. É visto como um profissional para a empresa investir, por isso quase 100% das empresas exige um potencial de desenvolvimento maior do candidato, como inglês fluente."


No caso do estágio, o período é visto como primeiro aprendizado profissional, com normas estabelecidas pela lei nº 11.788/08. “O estagiário fica no máximo dois anos, ele não é CLT, não pode ficar na empresa mais de 6 horas por dia e, no final do contrato, se a empresa não tiver vaga, ele não consegue ser contratado, mesmo que tenha ido bem”, explica a consultora. "As empresas esperam que um jovem estagiário em início de carreira, tenha consciência de que tem um potencial, mas que precisa lapidá-lo. Ele não é um super-homem que está pronto para tudo. É a experiência que o tornará cada vez mais capaz de assumir novas responsabilidades."



Sofia diz que as principais dicas para um estagiário aproveitar bem o período e causar uma boa impressão são ter garra e iniciativa, saber se relacionar com as pessoas e, sobretudo, ser responsável pelo seu próprio desenvolvimento. "Isso significa que tem que assumir as responsabilidades por seu crescimento, e não apenas delegar isso para a empresa", completa.





Fonte: G1


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