Igreja Católica explica que a modernidade veio dar uma dimensão social a novos pecados como a poluição ou o consumo de drogas.
Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt
Eram sete, mas a modernidade obrigou a Igreja a atualizar os pecados mortais e a renovar a lista de situações que, sem arrependimento ou confissão, condenam a alma humana ao fogo eterno do inferno. Por isso, a partir de agora, o consumo de drogas, a poluição ou a desigualdade social passam a constar da lista de novos pecados que podem custar o descanso eterno.
A informação surgiu sob a forma de entrevista. Ao jornal oficial do Vaticano, o Osservatore Romano, Gianfranco Girotti, responsável pelo tribunal da Cúria Romana, explicou que os novos pecados vão para além da individualidade, ganhando uma dimensão social.
De todas as novidades, a manipulação genética é a considerada mais grave pela Santa Sé, «dentro da qual não se podem deixar de denunciar algumas violações de direitos fundamentais da natureza humana, através de experiências e manipulações genéticas, cujos êxitos são difíceis de prever e manter controlados», revela o especialista.
Se dúvidas houvesse, fica agora claro que pedofilia e aborto condenam a alma humana, assim como a injustiça social ou a poluição ambiental, uma área que, segundo Girotti, «desperta hoje grande interesse».
Mas há mais. A lista não poderia ficar completa sem a condenação do consumo de substâncias proibidas. «A droga enfraquece a psique e obscurece a inteligência, deixando muitos jovens fora do circuito da Igreja», explicou o responsável.
Girotti denunciou ainda uma crise que afeta o confessionário, citando o exemplo que vem de Itália, onde, actualmente, 60% dos fiéis não se confessam.
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