
Após a instalação da Comarca de Sergipe em 1696, eram criadas as primeiras vilas nos últimos anos do século XVII. No entanto Itabaiana antes de se constituir como vila, já havia sido criada a freguesia de Santo Antonio e Almas de Itabaiana em 1675, comprovando que , geralmente o religioso precedeu o político. A Capela ou a Igreja, levantada sempre pelos proprietários das sesmarias, convertia-se em pólo de atração dos moradores da região circunvizinha, que para aí acorriam a fim de assistirem os atos religiosos. Em torno dela iniciava-se a construção de casas, e iam surgindo a praça e as ruas. O território que integrou a Vila de Itabaiana era conhecido desde o início da colonização sergipana, abrangendo várias sesmarias doadas, tendo adquirido notoriedade nas primeiras décadas do século XVII com a procura das lendárias Minas de Prata da Serra de Itabaiana, criação de Belchior Dias Moréia.
O crescimento da população da Vila de Itabaiana desenvolveu-se lentamente, dificultado pela presença do indígena refugiado ante as investidas dos colonizadores, e dos mocambos dos escravos negros que escaparam da escravidão durante as guerras holandesas. A pecuária constituir-se-ia na atividade básica dos colonizadores, ao lado das culturas de mantimentos para o consumo local.
Há divergências entre os antigos historiadores quanto à data da criação da freguesia de Itabaiana. Mas, ante os documentos pesquisados acredita-se que ela se deu no ano de 1675. Já então existia em terras férteis, de propriedade particular, próximo ao rio Jacarecica, uma igreja Velha dedicada a Santo Antonio.
A câmara local teve atuação destacada na defesa dos interesses dos moradores, ao protestar contra o pagamento de fitas e na demarcação das terras ante a luta entre criadores e agricultores. Nos acontecimentos que marcaram as lutas da Capitania de Sergipe em prol de sua autonomia, e também pela independência nacional, a Câmara da Vila de Itabaiana teve atitude importante, sendo a única que se insurgiu contra a atitude recolonizadoras da Junta Provisória da Bahia responsável pela deposição do Presidente Carlos César Burlamaque, e atos por ela baixados contra a autonomia de Sergipe.
Ao encerrar-se a época colonial, a Vila de Itabaiana continuava essencialmente rural, contando apenas com a modesta povoação surgida em torno da Igreja de santo Antonio e Almas.
BIBLIOGRAFIANunes, Maria Thetis,Sergipe colonial II/ Maria Thetis Nunes.- Rio de JaneiroTempo Brasileiro,1996.
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